História: a dura vida de escravos no Brasil dos engenhos, por Fabiana Lara Sampaio

Texto de ficção inspirado nas informações e fontes presente no livro Uma Breve história do Brasil de Mary del Priore.

 Relato sobre as condições de vida dos escravos de Scarllet

 Fabiana Lara Sampaio

Meu nome é Scarllet, sou uma jovem peregrina, vivo viajando em busca de novas descobertas. Parti da França para o Brasil, a mando de meu senhor, para poder conhecer e observar a cultura de outros povos.

Participei de várias guerras, tive várias experiências de habitar lugares novos e conhecer o que os povos cultivavam. Muitos deles cultivavam vários tipos de alimentos, como frutas, mandioca, milho e batata.  Mas o que mais me chamou atenção em minha viagem foi o modo de vida dos escravos. O que vou relatar, agora.

Quase todos eles eram negros. Serviam seus senhores e patrões da maneira mais sofrida possível, como por exemplo; podiam ser trocados por algum tipo de terreno e fortunas, ou podiam ser vendidos. Eram vistos como mercadorias e alimentavam-se de sobras de comida. Para aliviar toda a pressão e sofrimento, eles inventaram alguns tipos de jogos e danças como, por exemplo, a capoeira.

Em minha opinião, sem dúvidas, os escravos não eram tratados como seres humanos. Não tinham nenhum tipo de liberdade, muito menos poder político. Não faziam parte da sociedade. Eram condenados a trabalhar. Eram proibidos de praticar sua religião de origem africana ou de realizar suas festas e rituais africanos. Tinham que seguir uma única religião: a católica.

Quem sofria com a escravidão, não eram apenas os adultos. As crianças negras também. Elas eram completamente excluídas do povo, se sentavam no chão, e vestiam roupas extremamente simples, ao contrário de outras crianças brancas, que tinham total qualidade de vida.

Escrevi esse relato, para abrir os olhos do povo. Quem sabe, se batalharmos muito, durante algum tempo, e se todos nós ficarmos unidos conseguiremos algum tipo de liberdade, tanto política, quanto social, para eles.

Aguarde, ainda vamos conseguir o fim da escravidão. E escreverei novamente, assim que puder.

Deixo a minha palavra. Se todos nos unir, vamos conseguir.

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O texto acima constitui parte de um projeto de criação e publicação de textos dos alunos do 8º. Ano da manhã e da tarde em uma Revista de História. Os textos deveriam envolver problemas históricos discutidos em aula, com base no capítulo V do livro Uma Breve História do Brasil de autoria da historiadora Mary del Priore.

Os alunos, na ocasição, deveriam encarnar olhares estrangeiros (europeus) sobre o Brasil de meados do século XVII. Todos deveriam construir personagens que viajariam para o Brasil e descreveriam os engenhos de açúcar e sua complexa estrutura ou a dura vida dos homens escravizados (a maioria de origem africana) e alguns aspectos de sua cultura ou a relação com os senhores.

 Rafael Gonzaga

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Uma resposta para História: a dura vida de escravos no Brasil dos engenhos, por Fabiana Lara Sampaio

  1. Antônio diz:

    Interessante o texto que, além de nos dar um panorama do que um europeu poderia enxergar aqui naquela época, também nos faz pensar na resposta à pergunta: o que mudou com a assinatura de Lei Áurea? Ou seja, qual é a qualidade dessa Liberdade de que nos fala o texto?
    Parabéns…

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